iiaapiiaaphttps://www.iiaap.pt/blogPosições versus Interesses]]>https://www.iiaap.pt/single-post/2018/03/04/Posi%C3%A7%C3%B5es-versus-Interesseshttps://www.iiaap.pt/single-post/2018/03/04/Posi%C3%A7%C3%B5es-versus-InteressesSun, 04 Mar 2018 08:22:18 +0000
Duas irmãs disputavam uma laranja. Após um desgastante conflito optaram por uma saída de compromisso, ou seja, dividiram a laranja e a contenda terminou. Passado este desagradável período, a primeira irmã comeu a polpa da sua meia laranja e deitou a casca fora, enquanto que a segunda irmã descascou a meia laranja que lhe calhou, deitou a polpa fora e aproveitou as cascas para fazer doce.
Se as duas irmãs tivessem declarado antecipadamente quais eram os seus reais interesses pela laranja a solução a que chegariam seria seguramente uma solução Win/Win, pois, uma ficaria com a polpa da totalidade da laranja e a outra com a totalidade da casca.
Lamentavelmente, as duas concentraram toda a sua atenção apenas na posição (no querer a laranja), na necessidade de ficarem com a totalidade da laranja em detrimento da outra parte interessada, na necessidade de terem razão, de vencerem, custasse o que custasse.
Cada uma das partes neste conflito assumiu uma posição Win/Loose e o choque tornou-se inevitável.
Posições e interesses estão sempre presentes num conflito. Devem ser geridos. Criar condições para que a comunicação entre as partes seja mais aberta e honesta e assim se descobrir os reais interesses de todas as partes será um bom caminho para chegar a soluções colaborativas e sinérgicas, onde todos ganham e ninguém ficará a perder e onde as relações entre as partes não sairão fragilizadas ou mesmo definitivamente perdidas, estejam presentes nessas partes colegas de equipa, ou colaboradores, clientes, parceiros, investidores, familiares, amigos, etc. www.iiaap.pt
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Pela reputação]]>https://www.iiaap.pt/single-post/2018/02/12/Pela-reputa%C3%A7%C3%A3ohttps://www.iiaap.pt/single-post/2018/02/12/Pela-reputa%C3%A7%C3%A3oMon, 12 Feb 2018 18:31:44 +0000
Quantas vezes não é a eventualidade da multa avultada que nos leva a assumir outros comportamentos. Se reflectirmos bem, o que será mais penoso ao insistirmos nesses comportamentos? Será a multa ou será a perda da reputação? A multa será uma consequência tangível, já a reputação não será tangível no imediato. Nem no longo prazo será fácil de quantificar as consequências de perda da reputação.
Quando em 2015 a GALP foi multada em 9,3 milhões de euros pela Autoridade da Concorrência por práticas anti-concorrenciais no mercado do gás engarrafado, o seu presidente decidiu contestar, não tanto pelo montante avultado da multa mas sobretudo em nome da reputação da empresa.
As empresas têm uma ética que muitas vezes até está publicada. A ética será um princípio e deverá ser intemporal. Já a moral será a conduta, serão os hábitos, serão as práticas vigentes. A moral deverá reflectir a ética, contudo nem sempre as empresas conseguem este alinhamento.
Tendo como princípios base a Licitude, a Lealdade e a Transparência, o novo Regulamento Geral para a Protecção dos Dados levanta um grande desafio para as organizações que não tenham de certa forma prevenido o tal alinhamento entre a ética e a moral. Por exemplo, não bastará obter o consentimento dos titulares de dados para alguns tratamentos. Será preciso que toda a organização compreenda que para além do consentimento há que respeitar com lealdade e transparência que não haverão outros tratamentos de dados para além daqueles que foram consentidos.
Prevenir será definir e publicar a ética da empresa, praticá-la sempre, será consciencializar todos os stakeholders (internos ou externos) da empresa, será redigir códigos de conduta e rever contratos de trabalho e de parcerias, será pedir que cada um seja um vigilante dessas boas práticas e que denuncie logo que se detecte uma prática desviante, isto em nome da reputação da empresa e de todos os que com ela estejam relacionados.
A multa não deverá ser seguramente o elemento motivador para a adopção destas novas práticas. A reputação, sim. A reputação é o activo mais importante de uma empresa.
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Novos direitos humanos]]>https://www.iiaap.pt/single-post/2018/02/09/Novos-direitos-humanoshttps://www.iiaap.pt/single-post/2018/02/09/Novos-direitos-humanosFri, 09 Feb 2018 09:10:19 +0000
À medida que o digital se vai instalando nas nossas vidas é recomendável que se revejam os direitos humanos no sentido de preservar a humanidade no seu estado mais natural.
O novo Regulamento Geral sobre Protecção de Dados (RGPD) é uma iniciativa da União Europeia que vai de facto nesse sentido porque tem como objectivo reforçar a partir de 25 de Maio de 2018 os direitos dos titulares de dados, ou seja, os direitos de todos nós, os humanos.
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O direito a sermos esquecidos>) previsto no Artigo 17º do Regulamento Europeu N.º 2016/794, de 11 de maio de 2016, dá ao titular dos dados o direito de obter do responsável pelo tratamento o apagamento dos seus dados pessoais, sem demora injustificada, e este tem a obrigação de apagar os dados pessoais, sem demora injustificada desde que não prevaleça alguma obrigação de força maior que obrigue o responsável a reter e a continuar a tratar esses dados tal como]]>https://www.iiaap.pt/single-post/2018/02/03/O-direito-a-sermos-esquecidoshttps://www.iiaap.pt/single-post/2018/02/03/O-direito-a-sermos-esquecidosSat, 03 Feb 2018 10:12:26 +0000
O direito ao apagamento dos dados (<<o direito a ser esquecido>>) previsto no Artigo 17º do Regulamento Europeu N.º 2016/794, de 11 de maio de 2016, dá ao titular dos dados o direito de obter do responsável pelo tratamento o apagamento dos seus dados pessoais, sem demora injustificada, e este tem a obrigação de apagar os dados pessoais, sem demora injustificada desde que não prevaleça alguma obrigação de força maior que obrigue o responsável a reter e a continuar a tratar esses dados tal como previsto nesse artigo.
Por imposições legais anteriores a este regulamento, a Google disponibilizou este serviço aos utilizadores das suas aplicações, contudo achou que só deveria “esquecer” aquilo que estava relacionado com o titular dentro do seu país e dentro do enquadramento legal desse país, não sendo neste caso um “esquecimento” universal. Esta decisão acabou por desencadear uma batalha legal sobretudo com França. A dada altura a Google só tinha aceite cerca de metade das centenas de milhares de pedidos que recebeu.
As empresas com uma actividade mais localizada, menos universais, terão aqui aparentemente o trabalho facilitado, contudo não deixará de ser complexo o tratamento de pedidos destes para organizações que não têm recursos suficientes e com as competências adequadas para avaliar o pedido, analisar tudo o que está em causa, decidir a aceitação ou não aceitação do pedido, comunicar a decisão devidamente fundamentada ao titular de dados e defender essa fundamentação caso o titular não aceite a decisão por parte do responsável pelo tratamento.
Ainda que aceite o pedido, como vai o responsável pelo tratamento de facto “esquecer” o titular de dados? Terá que remover e destruir todas as referências a este titular no seu sistema de informação (seja físico, seja lógico) ou no mínimo anonimizar os dados que permitam de certa forma identificar esse titular e deverá parar com qualquer tratamento de dados que envolva esse titular.
Para que este processo seja mais ágil é importante que cada empresa e organização tenha um registo de todos os dados pessoais que usa no âmbito das suas actividades, da localização desses dados dentro e fora da organização, da sua finalidade e dos tratamentos que efectua com esses dados e por quanto tempo é que essa retenção e esses tratamentos serão lícitos.
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Dia Internacional da Privacidade de Dados]]>https://www.iiaap.pt/single-post/2018/01/29/Dia-Internacional-da-Privacidade-de-Dadoshttps://www.iiaap.pt/single-post/2018/01/29/Dia-Internacional-da-Privacidade-de-DadosMon, 29 Jan 2018 19:03:19 +0000
Ontem foi o Dia Internacional da Privacidade de Dados.
"A data foi instituída em 2006 no Conselho da Europa tendo em vista aumentar a consciência das pessoas relativamente à importância da privacidade e promover a protecção dos dados pessoais. Foi escolhido o dia 28 para a celebração desta data já que foi a 28 de Janeiro de 1981 que se estabeleceu a Convenção 108 do Conselho da Europa, a convenção “para a protecção das pessoas relativamente ao tratamento automatizado de dados de carácter pessoal”".
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Os desafios do RGPD]]>https://www.iiaap.pt/single-post/2018/01/28/Os-desafios-do-RGPD-1https://www.iiaap.pt/single-post/2018/01/28/Os-desafios-do-RGPD-1Sun, 28 Jan 2018 18:08:33 +0000
O RGPD (novo Regulamento Geral sobre Protecção de Dados) sendo um desafio legal para as empresas, a sua implementação exige competências que vão para além do aspecto legal. De facto as empresas precisarão de rever alguns dos seus processos e procedimentos, terão que acrescentar outros e assegurar que os seus colaboradores e parceiros assimilarão as novas práticas relativamente à privacidade dos dados pessoais.
As tecnologias assumem neste processo um papel muito importante porque permitem automatizar os processos, permitem proteger e controlar o acesso aos dados em meio digital (e ao meio físico também), registam todas as operações que envolvem dados pessoais e facilitam a gestão dos prazos de retenção, dos consentimentos e reconsentimentos.
Não bastará dizer que se respeita a privacidade, será preciso demonstrá-lo que estarão em conformidade através dos seus processos e das suas práticas e as tecnologias também facilitarão esta demonstração.
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O RGPD protege pessoas...naturais]]>https://www.iiaap.pt/single-post/2018/01/27/O-RGPD-protege-pessoasnaturaishttps://www.iiaap.pt/single-post/2018/01/27/O-RGPD-protege-pessoasnaturaisSat, 27 Jan 2018 10:08:49 +0000
Na versão em língua portuguesa do RGPD (Regulamento Geral sobre Proteção de Dados) é dito no Artigo 1º que o regulamento estabelece as regras relativas à protecção das pessoas singulares no que diz respeito ao tratamento de dados pessoais e à livre circulação desses dados.
Se lermos o mesmo artigo noutras línguas, nomeadamente na língua inglesa, o objecto da protecção são “natural persons”. Em espanhol são “personas físicas”, ou em francês, “personnes physiques”, etc.
De facto, os dados pessoais é aquilo que nos distinguirá dos demais seres humanos, são singulares por definição e por isso a tradução portuguesa até poderá ser redundante. Além disso, há nesta tradução uma coincidência com a definição de um tipo de contribuinte fiscal que poderá vir a causar alguma confusão. Por outro lado, todos os seres humanos são também por definição naturais, ou seja, também as outras traduções serão redundantes.
Quererá o regulamento, no seu original, referir-se de facto a pessoas naturais, isto para distinguir pessoas naturais de “pessoas” integralmente ou parcialmente artificiais? Diferenciar os seres humanos integralmente naturais dos transhumanos ou mesmo dos robots? Traduzirá uma preocupação da UE face à transformação digital em curso?
Por exemplo, o robot Sophia, a quem foi atribuída cidadania pela Arábia Saudita, caso emigre para um país da UE passará a estar protegido pelo RGPD? Será considerado uma pessoa singular? Poderá ser um contribuinte fiscal?
Bem, o robot Sophia pessoa natural não o será seguramente.
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RGPD - Os princípios]]>https://www.iiaap.pt/single-post/2018/01/21/RGPD---Os-princ%C3%ADpioshttps://www.iiaap.pt/single-post/2018/01/21/RGPD---Os-princ%C3%ADpiosSun, 21 Jan 2018 16:16:38 +0000
Na implementação do novo regulamento para a protecção dos dados pessoais (RGPD) é fundamental ter sempre presente os seus princípios.
O tratamento destes dados, desde a sua recolha até à sua eliminação, deverá ser lícito e deverá imperar a lealdade e a transparência para com os titulares de dados. As finalidades para que foram recolhidos e para os quais foram obtidos consentimentos deverão ser explícitas e não deverão ser recolhidos mais dados do que aqueles que são realmente necessários para essas finalidades. Deverão existir condições para garantir a sua exactidão e a sua actualização deverá ser simplificada. Esses dados não deverão permanecer na organização mais tempo do que o absolutamente necessário para o seu tratamento.
Juntam-se a estes princípios aqueles que já vinham da segurança de sistemas de informação e que são a integridade, a confidencialidade e a disponibilidade. Será necessário garantir que os dados permanecerão íntegros e que só acederão aos mesmos aqueles que realmente necessitam no âmbito da sua actividade profissional e quando realmente precisarem desses dados, estes estarão disponíveis.
Uma vez implementado o RGPD, estes princípios deverão ser assimilados por toda a organização para que os mesmos estejam sempre presentes no seu dia-a-dia, incluindo na concepção de novos produtos e serviços (privacy by design/privacy by default).
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RGPD - Uma oportunidade?]]>https://www.iiaap.pt/single-post/2018/01/20/RGPD---Uma-oportunidadehttps://www.iiaap.pt/single-post/2018/01/20/RGPD---Uma-oportunidadeSat, 20 Jan 2018 13:12:21 +0000
O novo regulamento para a protecção dos dados pessoais (RGPD) continua a levantar resistência por muitos responsáveis de empresas. Tem força de lei, é obrigatório e entrará em vigor no próximo dia 25 de Maio.
Para além de alguns que manifestam ainda o seu total desconhecimento sobre este regulamento e salvo alguns que já têm o plano em execução, há ainda quem ache que a sua empresa não faz uso de dados pessoais que mereça tais cuidados e que por isso não pretendem mesmo tomar qualquer medida para garantir a conformidade com esse regulamento. Em alguns casos dizem ser essa opinião dos seus advogados. Dizem também que o regulamento é vago, é exagerado e que os seus advogados dizem que o regulamento irá ser revisto.
Por outro lado, a Comissão Nacional para a Protecção dos Dados que será muito provavelmente a entidade fiscalizadora, vem a público dizer que não terá profissionais suficientes para fiscalizar as empresas.
O regulamento é europeu abrange todos os titulares de dados que vivem na Europa e as empresas passam a ter uma responsabilidade acrescida a partir de 25 de Maio que é a responsabilidade de demonstrar aos titulares de dados, à entidade fiscalizadora e aos contratantes e sub-contratantes dos seus serviços que a sua empresa cuida dos dados pessoais que usa no âmbito da sua actividade em conformidade com o regulamento. Não bastará dizer que respeita o regulamento. Terá que o demonstrar através das suas políticas, dos seus procedimentos, dos seus registos, da sua conduta, da sua cultura organizacional, dos seus sistemas de informação, do seu compromisso, das evidências, etc.
O RGPD pode ser uma iniciativa que à partida não trará negócio às empresas mas, a não conformidade com o mesmo poderá levar a que algumas empresas vejam comprometidas algumas das suas parcerias estratégicas, nacionais e internacionais, isto sem esquecer que também os seus colaboradores são titulares de dados e que alguns deles quererão ver o seu contrato revisto no âmbito do RGPD.
Urge que o regulamento seja encarado com a seriedade que merece, afinal de contas é a primeira grande iniciativa que consolida diversas legislações nacionais e que visa proteger as pessoas face à utilização abusiva dos seus dados pessoais sem o seu consentimento para objectivos obscuros e em proveito de alguns, proteger-nos dos efeitos de uma inteligência cada vez mais artificial que toma decisões automatizadas com base em perfis que são traçados a partir do rasto digital que vamos deixando, proteger de uma inteligência isenta de conceitos de ética e moral e que ainda está muito aquém da inteligência humana em todas as suas vertentes.
Na implementação do RGPD haverão desafios que não serão fáceis de ultrapassar, em muitos casos é de uma mudança cultural que se trata mas, tal como disse o filósofo, uma grande viagem começa sempre com um primeiro passo e esse passo deverá ser dado por quem é responsável da empresa e com o entusiasmo que deve anteceder qualquer mudança que as empresas têm que enfrentar ao longo da sua existência. Para muitas das empresas poderá ser uma oportunidade para finalmente documentarem os seus processos e procedimentos, implementarem os seus valores, consolidarem a sua ética empresarial e demonstrarem ao mercado, aos seus clientes, parceiros e colaboradores uma coerência convincente e motivadora.
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RGPD - Um desconhecido]]>https://www.iiaap.pt/single-post/2018/01/19/RGPD---Um-desconhecidohttps://www.iiaap.pt/single-post/2018/01/19/RGPD---Um-desconhecidoFri, 19 Jan 2018 12:56:00 +0000
Continua a ser frequente encontrar responsáveis de empresas que desconhecem por completo o RGPD. O mesmo acontece com os titulares de dados em geral, ou seja, todos nós. O seu cumprimento será obrigatório a partir de 25 de Maio.
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RGPD - Uma transformação digital]]>https://www.iiaap.pt/single-post/2018/01/16/RGPD---Uma-transforma%C3%A7%C3%A3o-digitalhttps://www.iiaap.pt/single-post/2018/01/16/RGPD---Uma-transforma%C3%A7%C3%A3o-digitalTue, 16 Jan 2018 22:31:26 +0000
O novo regulamento geral de protecção dos dados (RGPD) é talvez a primeira reacção a larga escala aos efeitos da transformação digital sobre a privacidade das pessoas mas que poderá ser também um catalisador para a transformação digital das organizações.
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RGPD - Sistema de Gestão]]>https://www.iiaap.pt/single-post/2018/01/14/RGPD---Sistema-de-Gest%C3%A3ohttps://www.iiaap.pt/single-post/2018/01/14/RGPD---Sistema-de-Gest%C3%A3oSun, 14 Jan 2018 10:18:00 +0000
A implementação do RGPD envolve a definição de políticas, de procedimentos e de registos. As pessoas e as tecnologias são sem dúvida um factor crítico de sucesso na implementação e na manutenção desta iniciativa nas empresas.
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Software compliant com RGPD?]]>https://www.iiaap.pt/single-post/2018/01/13/Software-compliant-com-RGPDhttps://www.iiaap.pt/single-post/2018/01/13/Software-compliant-com-RGPDSat, 13 Jan 2018 15:37:04 +0000
Não há software que garanta a conformidade de uma organização com o RGPD. Nem o software em si será conforme.
Quando muito há software que apoia a gestão do processo de implementação e manutenção, ou software que permite implementar mecanismos que reforçam a privacidade dos dados pessoais.
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RGPD - Uma oportunidade]]>https://www.iiaap.pt/single-post/2018/01/10/RGPD---Uma-oportunidadehttps://www.iiaap.pt/single-post/2018/01/10/RGPD---Uma-oportunidadeWed, 10 Jan 2018 15:27:00 +0000
Numa megamudança como é o caso da adaptação de uma organização ao RGPD, colocar o foco no lado positivo da mesma é um factor crítico para o seu sucesso.
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Algoritmo Mestre]]>https://www.iiaap.pt/single-post/2017/10/30/Algoritmo-Mestrehttps://www.iiaap.pt/single-post/2017/10/30/Algoritmo-MestreMon, 30 Oct 2017 09:09:00 +0000
O grande objectivo do algoritmo mestre é o de aprender todas as coisas que aprendem os seres humanos.
Este algoritmo mestre irá congregar os 5 grandes paradigmas na inteligência artificial (IA) – os algoritmos conexionistas que aprendem emulando o cérebro humano ao nível dos neurónios, os algoritmos evolucionários que simulam a selecção natural, os simbolistas que formalizam os processos de raciocínio indutivo dos cientistas, os bayesianos que calculam sistematicamente as probabilidades das várias hipóteses e os analogizantes que raciocinam por analogia, que procuram semelhanças entre os novos problemas que encontram e os problemas previamente resolvidos.
"É preciso as pessoas compreenderem como podem utilizar a aprendizagem automática e a IA para depois poderem fazer o seu trabalho melhor."
O risco para a humanidade só dependerá da humanidade, na certeza de que neste mundo “há sempre alguém com más ideias”.
O risco mais real é "as máquinas, apesar de estarem a tentar ajudar-nos, cometerem erros por falta de senso comum”.
Pedro Domingos, Prof. de Ciências da Computação da Univ. de Washington, Seatttle, EUA ( “Os algoritmos já tomaram conta do mundo e são demasiado estúpidos”, entrevista ao Jornal I, 30/10/2017)
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Robot versus Humanidade]]>https://www.iiaap.pt/single-post/2017/10/20/Robot-versus-Humanidadehttps://www.iiaap.pt/single-post/2017/10/20/Robot-versus-HumanidadeFri, 20 Oct 2017 15:21:00 +0000
E se um dia o software bloquear o nosso frigorífico porque sabe que estamos a fazer uma dieta rigorosa? Ou se bloquear a Internet e o telefone para não podermos encomendar uma pizza? Ou se monitorizar os nossos dejectos procurando consumos suspeitos? Já há sistemas que bloqueiam a ignição da viatura porque detectaram álcool no sangue do condutor. Julgo que estaremos todos de acordo quanto à utilidade destes sistemas mas, imaginemos que o condutor, apesar de alcoolizado, ainda está em condições de conduzir e precisa de transportar urgentemente alguém que está em perigo de vida. Quem vai ter a última palavra? O software ou o humano? A transformação digital levanta questões éticas que não sendo acauteladas irão pôr em causa o direito ao livre arbítrio do ser humano. Estas decisões não poderão estar entregues apenas à ética dos programadores de software e dos investidores.
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Transformação Digital - os desafios]]>https://www.iiaap.pt/single-post/2017/10/02/Transforma%C3%A7%C3%A3o-Digital---os-desafioshttps://www.iiaap.pt/single-post/2017/10/02/Transforma%C3%A7%C3%A3o-Digital---os-desafiosMon, 02 Oct 2017 11:00:43 +0000
Os desafios actuais que se colocam às empresas e instituições já não se resolvem fazendo melhor ou mesmo fazendo de forma diferente.
Hoje em dia, melhorar ou crescer já não se mostra suficiente. É necessário transformar. Urge estar preparado para necessidades que são ainda desconhecidas.
O desenvolvimento da ciência e das tecnologias e o aparecimento de uma geração que teve acesso às tecnologias desde muito cedo e, sobretudo, o seu efeito combinatório estão a desencadear transformações disruptivas nas organizações e na sociedade. A este fenómeno vulgarizou chamar-se “Transformação Digital”.
A Transformação Digital é um processo de mudança disruptivo que traz para o seio da decisão estratégica um pensar “digital” e que poderá ter como foco a experiência do cliente, a reinvenção dos modelos de negócio e a agilização dos processos e operações.
Para o efeito, é fundamental tirar partido da informação cada vez mais estruturada e estruturável, criando e usando o conhecimento e, capacitar e motivar a colaboração de todos os intervenientes, fomentando uma cultura organizacional orientada à inovação disruptiva e à mudança.
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Tecnologia versus Humanidade]]>https://www.iiaap.pt/single-post/2017/10/02/Tecnologia-versus-Humanidadehttps://www.iiaap.pt/single-post/2017/10/02/Tecnologia-versus-HumanidadeSun, 01 Oct 2017 10:32:00 +0000
"Para salvaguardar o futuro da Humanidade, devemos investir tanta energia na promoção da Humanidade quanta a que investimos a desenvolver tecnologia"
Gerd Leonhard, futurólogo, em Tecnologia versus Humanidade, Editora Gradiva
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Tecnologia versus Humanidade]]>https://www.iiaap.pt/single-post/2017/09/23/Tecnologia-versus-Humanidadehttps://www.iiaap.pt/single-post/2017/09/23/Tecnologia-versus-HumanidadeSat, 23 Sep 2017 09:53:11 +0000
Tecnologia versus Humanidade- O confronto futuro entre a Máquina e o Homem
(Gerd Leonard, Editora Gradiva). Um confronto que começou há 70 anos e aproxima-se vertiginosamente da sua etapa final.
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Rumo ao futuro]]>https://www.iiaap.pt/single-post/2017/09/23/Rumo-ao-futurohttps://www.iiaap.pt/single-post/2017/09/23/Rumo-ao-futuroSat, 23 Sep 2017 09:40:27 +0000
Estudo interessante
https://www.geert-hofstede.com/portugal.html
Deste estudo conclui-se que os portugueses aceitam bem a distância imposta pelo poder, até dependemos emocionalmente dessa hierarquia, somos fiéis ao “grupo”, somos pouco “masculinos”, ou seja não lidamos bem com a competitividade, somos muito adversos à incerteza, temos pouca orientação ao longo prazo e somos muito pessimistas.
Estas são algumas das variáveis a alterar para que nos tornemos numa sociedade mais preparada para o futuro, ou seja, uma sociedade (e empresas também) menos hierarquizadas em que todos são responsáveis, mais livres de pensar e decidir e com menos dependência dos “grupos”, mais abertos aos desafios, à inovação e à competitividade, sabendo viver bem com a incerteza, estabelecendo metas com um prazo mais longo e com isto indo de certa forma “criando” o futuro (atenuando a incerteza) e, sobretudo, com mais confiança em nós próprios e com optimismo.
Comparemo-nos por exemplo com a Holanda (Netherlands)
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Liderar no Século XXI]]>https://www.iiaap.pt/single-post/2017/09/13/Liderar-no-S%C3%A9culo-XXIhttps://www.iiaap.pt/single-post/2017/09/13/Liderar-no-S%C3%A9culo-XXIWed, 30 Aug 2017 17:50:00 +0000
Liderar no século XXI é estar permanentemente no limiar do desconhecido, na zona do “não saber”. Mais do que ser independente, o líder deve assumir-se inter-dependente.
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Tempos Líquidos]]>https://www.iiaap.pt/single-post/2017/09/13/Tempos-L%C3%ADquidoshttps://www.iiaap.pt/single-post/2017/09/13/Tempos-L%C3%ADquidosSat, 26 Aug 2017 18:08:00 +0000
"Vivemos tempos líquidos, nada é feito para durar, tampouco sólido. Os relacionamentos escorrem das nossas mãos por entre os dedos feito água." Zigmunt Bauman
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Despir a camisola]]>https://www.iiaap.pt/single-post/2017/09/13/Despir-a-camisolahttps://www.iiaap.pt/single-post/2017/09/13/Despir-a-camisolaFri, 25 Aug 2017 18:21:00 +0000
Há uma expressão muito usada no meio empresarial e que todos conhecemos – “Vestir a camisola”.
Vestir a camisola significa empenharmo-nos incondicionalmente numa causa, numa tarefa ou num projecto (dicionário Priberam).
Só o facto de ser necessário pedir isso a alguém já é em si algo preocupante. Não deveria já estar motivado para se empenhar no seu trabalho, na sua missão? Aliás, o “incondicionalmente” é até uma desconsideração por quem é uma pessoa com carácter e equilibrada.
Porque motivo será necessário pedir tal coisa?
Será que a pessoa não está suficientemente esclarecida quanto à sua missão na empresa? Em que medida é que o seu papel contribuirá para o bem colectivo? E qual é o bem colectivo? Se esse propósito for claro para todos, será que essa pessoa se identificará com ele e com os valores que apoiam o caminho para esse bem colectivo? E esses valores serão respeitados por todos? E o que ganhará ele com o seu empenho incondicional?
No futebol vê-se frequentemente os jogadores despirem a camisola no momento em que festejam o golo. Porque o fazem? Será que querem demarcar-se da equipa precisamente no momento que deveriam festejar em conjunto? Chegam mesmo a fugir do grupo. Parece ser uma necessidade de afirmação pessoal em detrimento do colectivo. A necessidade de dizerem que fui EU o goleador.
Também nas empresas isso acontece. Depois de atingido um determinado objectivo há quem diga que fui EU que consegui, incluindo aqueles que a dada altura pediram a todos que “vestissem a camisola”. Pois, precisamente no momento da comemoração eles também “despem a camisola”.
Há outras formas de inspirar as pessoas a cumprirem com entusiasmo a sua missão. E as pessoas não precisam de abdicar de si próprias e das restantes dimensões da sua vida para se empenharem.
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Quando o lucro é o único propósito]]>https://www.iiaap.pt/single-post/2017/09/13/Quando-o-lucro-%C3%A9-o-%C3%BAnico-prop%C3%B3sitohttps://www.iiaap.pt/single-post/2017/09/13/Quando-o-lucro-%C3%A9-o-%C3%BAnico-prop%C3%B3sitoThu, 24 Aug 2017 18:27:00 +0000
Quando o único propósito de uma empresa é o lucro, seja a que custo for, apesar da sua visão, missão e valores que estão publicados nada terem a ver com estas práticas. A incoerência e a falta de integridade na liderança podem sair muito caras a uma empresa e a todos aqueles que com ela estão relacionados.
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Se nós um dia]]>https://www.iiaap.pt/single-post/2017/08/22/Se-n%C3%B3s-um-diahttps://www.iiaap.pt/single-post/2017/08/22/Se-n%C3%B3s-um-diaTue, 22 Aug 2017 18:32:00 +0000
“Se nós, de um dia para o outro, nos descobríssemos bons, os problemas do mundo estariam resolvidos.” José Saramago
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Novos caminhos]]>https://www.iiaap.pt/single-post/2017/08/19/Novos-caminhoshttps://www.iiaap.pt/single-post/2017/08/19/Novos-caminhosSat, 19 Aug 2017 18:35:00 +0000
Acho incrível a capacidade mobilizadora que os “daesh” deste mundo têm para levar jovens a cometerem actos simultaneamente tão bárbaros e suicidas contra o Mundo Ocidental. Ainda por cima, alguns desses jovens até são do Mundo Ocidental.
Um estudioso da gestão e liderança (Peter Druker) disse um dia “A solução dos problemas apenas restaura a normalidade. Aproveitar oportunidades significa explorar novos caminhos.”
O Mundo Ocidental está a reagir para restaurar a normalidade mas nunca a normalidade será restaurada. As próprias medidas que são tomadas inviabilizam a recuperação da normalidade. O Mundo Ocidental está a fechar-se cada vez mais, aumenta a vigilância, os cidadãos têm medo, começam a limitar a sua liberdade e começam a surgir líderes ocidentais com tendências preocupantes no que respeita à liberdade. Isto já não é normalidade.
Urge explorar novos caminhos. Talvez aquilo que para nós é a normalidade até possa estar na origem da mobilização desses jovens radicais.
Um outro estudioso (Peter Senge) definiu liderança como a capacidade de alguém para motivar outros a criarem novas realidades. Talvez seja disto que o Mundo Ocidental esteja a precisar. Novos líderes com novos modelos de pensamento, novas práticas e que sejam inspiradoras de uma nova realidade. Novos caminhos.
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Por um ideal]]>https://www.iiaap.pt/single-post/2017/07/09/Por-um-idealhttps://www.iiaap.pt/single-post/2017/07/09/Por-um-idealSun, 09 Jul 2017 18:49:00 +0000
"Antes me havia perguntado muitas vezes por que eram tão poucos os homens que conseguiam viver por um ideal. Agora percebia que todos os homens eram capazes de morrer por um ideal. Mas não por um ideal seu, livremente escolhido, mas por um ideal comum e transmitido." Hermann Hesse
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As profissões serão para os robots]]>https://www.iiaap.pt/single-post/2017/07/08/As-profiss%C3%B5es-ser%C3%A3o-para-os-robotshttps://www.iiaap.pt/single-post/2017/07/08/As-profiss%C3%B5es-ser%C3%A3o-para-os-robotsSat, 08 Jul 2017 18:55:00 +0000
As profissões serão para os "robots" e a vida será para os humanos.
A jeito de brincadeira, sempre se disse que o Engº Informático é o profissional que quanto melhor trabalhar mais contribuirá para a extinção do seu posto de trabalho. É um facto e quanto a isso, nada a fazer. Ter medo não resolverá nada.
Não podemos ficar "cristalizados" nas competências que adquirimos. Temos que ir mantendo uma prática de aprendizagem contínua, evolutiva, com um "olho" em outras áreas, mesmo que aparentemente sejam (muito) ao lado daquilo que for a nossa actual profissão.
O tempo para isso parece faltar. Faltará?
Será preciso estabelecermos prioridades, aquilo que de facto será importante para nós, sabermos filtrar todas as solicitações que nos aparecem em todos os domínios da nossa vida. Não poderemos delegar nos outros, na empresa, nos chefes, etc. a gestão da nossa carreira e muito menos da nossa vida. É fundamental que cada um de nós tenha bem presente qual é o seu propósito de vida, qual é a sua missão, quais são os seus valores. Isto trará entusiasmo à nossa procura e à nossa acção.
Por outro lado, é fundamental que as empresas criem uma cultura organizacional orientada à aprendizagem. Com isto, não só terão um ambiente mais criativo e inovador, mais motivante, mas também os seus profissionais serão mais independentes e menos receosos. Serão interdependentes, mais preparados para enfrentar as mudanças, nem que estas os obriguem a procurar oportunidades fora da empresa.
Também o ensino deverá alargar o espectro dos seus programas pedagógicos. Já não interessa (apenas) aprender a fazer algo, a ser especialista em algo. Interessa saber como viver uma vida bem vivida, uma vida feliz. Sermos felizes e partilharmos essa felicidade. É isso que afinal está em causa. Tudo o resto é acessório.
Por fim, e porque tudo começa no berço, também os pais têm que mudar de paradigmas.
Acredito que no futuro, as profissões serão para os "robots" e a vida será para os humanos.
Vivamos, então, agindo e sem medo.
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A Insustentável Leveza dos Sentimentos]]>https://www.iiaap.pt/single-post/2017/06/29/A-Insustent%C3%A1vel-Leveza-dos-Sentimentoshttps://www.iiaap.pt/single-post/2017/06/29/A-Insustent%C3%A1vel-Leveza-dos-SentimentosThu, 29 Jun 2017 10:09:00 +0000
Haverá algo em comum entre o acto irreflectido do Salvador no evento solidário e a manifestação sentida da Srª Ministra durante a audiência com a comissão parlamentar?
Se o Salvador estivesse de facto de corpo e alma nesse evento acredito que nunca tivesse tido sequer a tentação de fazer tal acto. Estaria com uma presença inspirada pela missão do evento, inspirado por uma missão profunda, não apenas por pena dos que morreram mas sobretudo por uma compaixão profunda por aqueles que sobreviveram e a quem de facto se destinava aquele evento. Aos que sobreviveram iria dedicar a sua música “Amar pelos dois” não apenas com o seu jeito delicodoce e talvez (ainda) superficial de a interpretar mas talvez de forma mais profunda e sem tentações de actos despropositados ao momento. Possivelmente, mais do que nunca, esta música fazia todo o sentido, pois muitos dos sobreviventes ficaram por força das trágicas circunstâncias a amar por dois e até por mais, até ao resto das suas vidas. Se o Salvador conseguisse estar ao nível dos seus sentimentos mais profundos talvez não precisasse de “sempre falar duas vezes antes de pensar” tal como ele referiu no seu pedido de desculpas. Acredito que o Salvador esteja a sofrer pelo seu acto irreflectido. Não sei se compreenderá a razão.
A Srª Ministra também está a sofrer. Antes de ser ministra é uma pessoa, tem sentimentos. Confesso que não me sinto muito confortável como português a ver os nossos governantes a chorarem e a abraçarem-se nas situações extremas, dizendo que tudo foi feito quando percebemos que o tudo ficou muito aquém do que seria desejável. Preferiria vê-los com uma determinação inspirada, solidária, sim, mas a liderarem, com um sentido de missão profunda, actuando sobretudo previamente para que houvesse uma melhor preparação às reacções instantâneas que estas situações extremas exigem, sem hesitações, sem culpas, fazendo tudo o que estava de facto ao seu alcance para atenuar previamente as trágicas consequências que estes eventos sempre provocam.
Talvez porque durante o exercício do seu mandato a Sr. Ministra não tenha estado inspirada por aquilo que será de facto a sua missão mais profunda enquanto líder de um ministério tão sensível, ela esteja agora a sofrer. Tem trabalhado seguramente muito em assuntos urgentes e importantes e, apesar de todo esse esforço, vê-se agora confrontada com estas consequências tão trágicas, sobre as quais nem está sequer a conseguir apurar as causas, identificar-se-à com o problema, sente-se talvez culpada e também por isso estará a sofrer. A sua missão mais profunda enquanto ministra é tratar de assuntos não urgentes mas importantes. A sua missão mais profunda é assegurar que tudo estará pronto a funcionar caso aconteçam estes incidentes tão imprevisíveis e repentinos. Não ter esta noção é viver na superficialidade dos acontecimentos e dos sentimentos.
E nós, espectadores de tudo isto , como reagimos ao acto do Salvador? E ao sofrimento da Srª Ministra? Rimo-nos? Culpámos? Julgámos? Chorámos? O que sentimos? Sentimos pena deles? Sentimos compaixão por eles? Estaremos gratos pela oportunidade que nos deram de aprendermos com os erros deles? Aprendemos?
E se aproveitássemos estes momentos, nós também, para aferirmos a nossa maturidade sentimental? Sem julgamentos instintivos. Usando o livre arbítrio que nos assiste enquanto seres humanos e que nos distingue dos animais irracionais. Reflectindo e com isso compreendendo a profundidade dos nossos sentimentos, aprendendo a crescermos enquanto seres humanos. Procurando descobrir qual é a nossa missão e se estaremos a fazer tudo o que está ao nosso alcance para cumprir bem com essa missão.
As situações extremas revelam o estágio de maturidade em que nos encontramos. É nos momentos em que temos que decidir de uma forma praticamente instintiva que revelamos a profundeza dos nossos sentimentos e das nossas certezas. Mais do que as nossas palavras. Esses momentos ajudam-nos a medir a nossa maturidade sentimental.
A superficialidade dos nossos sentimentos fazem-nos sofrer, têm consequências e é um sofrimento que se torna colectivo. É insustentável, tenhamos ou não consciência disso. Queima-nos por dentro.
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